Hoje no meio de um engarrafamento havia uma senhora e uma criança no banco na minha frente. A moça deveria ter lá pros seus cinquenta e poucos anos. O menino, se eu tivesse que dar um chute, diria que tinha treze.
Enquanto um senhor cochilava ao meu lado, prestava atenção naquelas risadas que as pessoas da frente davam enquanto conversavam. Aquelas longas risadas.
Eu não faço ideia do grau de parentesco entre eles ou se é que tem um grau de parentesco. Entretanto, a amizade e risadas sinceras me pegaram de surpresa.
Sabe aquelas risadas que te fazem rir junto, mesmo sem saber o assunto? Assim que eu estava. Me peguei tentando segurar um sorriso.
As gargalhadas destoavam do resto do ônibus. Enquanto a maioria se distraia com o celular ou só olhando pela janela, aquelas pessoas aproveitaram a presença um do outro.
Acho que a gente deveria tentar ser assim também. Compartilhar besteiras do dia a dia, perder o fôlego de tanto rir de uma história contada por um amigo.
Isso faz tão bem. Espalhar alegria por onde for. Quando eles desceram do ônibus, pediram uma informação e ao final agradeceram.
Mas na verdade, eu é quem deveria ter agradecido. Ter dito obrigada por me fazerem rir com eles sem nem mesmo saber do que se tratava.
Obrigada, queridos desconhecidos.
Anna C.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
sábado, 7 de janeiro de 2017
Deixar pra lá, uma questão do amar
Peguei o celular empenhada a escrever sobre isso que já vem matutando na minha cabeça há tempos. Perdoar (ou deixar pra lá).
Refletindo nessa nada extraordinária tarde quente de verão, fui levada a pensar aos poucos sobre as consequências do não se desculpar. Desde pequena, percebia que de maneira quase que geral, uma parcela da população comumente denominada "adulta" cometia(comete) esse grotesco erro.
Foi aí que decidi que seria diferente. Não iria deixar que um mal entendido ou uma boba discussãozinha fizesse com que minha relação com as pessoas ficasse afetada.
Quando digo uma "boba discussãozinha" me refiro a essas coisas que acontecem com a gente que, após nós darmos conta do que realmente aconteceu, a gente se pergunta: "por que eu fiz isso??".
É aí que entra a tal da desculpa. E a gente deve fazer tipo filme mesmo: sair correndo atrás da pessoa, se ela estiver longe, é claro, e tentar entender o que aconteceu. Se explicar, ouvir o que ela tem a dizer também. Vocês não imaginam o poder do perdão na nossa vida. Perdoar e ser perdoado. A gente fica leve.
Por isso, caro leitor, vou lançar um desafio bem mais legal do que tentar deixar a garrafa d'água em pé (coisa dos infernos isso é, não é mesmo?). O desafio é adotar o perdão na suas relações, eu prometo que coisas boas acontecerão.
Uma doce noite,
Anna C.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Sobre tentar
Depois de anos só pensando em fazer uma coisa que eu tenho vontade, finalmente agi.
Fiz uma aula de ballet. Desde os 15 anos eu pensava em como queria voltar para o ballet. Por um outro lado, minha família, brincando, falava que eu já estava "muito velha" pra fazer dança. Eu fiquei com medo de tentar, de me jogar. Ficava imaginando o que as pessoas iam pensar de mim. Foi aí que eu liguei pra Academia e disse "quando eu posso fazer uma aula experimental?" e a moça disse "ah, tem um horário especial de férias". Corri pra lá na mesma semana. No caso hoje.
Se eu tivesse que dar um conselho nesse post eu absolutamente diria: faça as coisas por você, nunca é tarde demais para tentar. Não se importe com o que os outros vão pensar ou falar. Sempre se pergunte "isso é realmente importante?", quero dizer, o que as pessoas vão achar de você realmente interfere em alguma coisa? Te faz uma pessoa melhor? Não e não.
Depois que eu aprendi isso(e não faz muito tempo) minha vida mudou absurdamente.
Esse papo todo de tentar novas coisas e seguir os seus ideais me fez lembrar uma senhora muito amável no curso de francês.
Ela tem 79 agora e estava na minha turma no início do ano. Ela faz aula de piano, violino, flauta, francês e pilates. É uma inspiração. Não deixa nada pra depois nem mesmo pensa que é tempo perdido. Nunca é tarde demais para se testar. Por isso, como meta para esse ano que acabou de florescer, permita-se ser. Permita-se tentar.
Fiz uma aula de ballet. Desde os 15 anos eu pensava em como queria voltar para o ballet. Por um outro lado, minha família, brincando, falava que eu já estava "muito velha" pra fazer dança. Eu fiquei com medo de tentar, de me jogar. Ficava imaginando o que as pessoas iam pensar de mim. Foi aí que eu liguei pra Academia e disse "quando eu posso fazer uma aula experimental?" e a moça disse "ah, tem um horário especial de férias". Corri pra lá na mesma semana. No caso hoje.
Se eu tivesse que dar um conselho nesse post eu absolutamente diria: faça as coisas por você, nunca é tarde demais para tentar. Não se importe com o que os outros vão pensar ou falar. Sempre se pergunte "isso é realmente importante?", quero dizer, o que as pessoas vão achar de você realmente interfere em alguma coisa? Te faz uma pessoa melhor? Não e não.
Depois que eu aprendi isso(e não faz muito tempo) minha vida mudou absurdamente.
Esse papo todo de tentar novas coisas e seguir os seus ideais me fez lembrar uma senhora muito amável no curso de francês.
Ela tem 79 agora e estava na minha turma no início do ano. Ela faz aula de piano, violino, flauta, francês e pilates. É uma inspiração. Não deixa nada pra depois nem mesmo pensa que é tempo perdido. Nunca é tarde demais para se testar. Por isso, como meta para esse ano que acabou de florescer, permita-se ser. Permita-se tentar.
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