quinta-feira, 2 de março de 2017

Precisamos falar sobre How to be Single

Começo esse post dizendo que, enquanto o escrevo, assisto pela quarta ou quinta vez o filme How to be Single.
Confesso que encontrei o filme por acaso uma vez que era o único disponível no horário em que eu e minhas amigas fomos ao cinema. Assim como Lovie, Rosie, How to be Single me surpreendeu de uma maneira super positiva.
O longa fala sobre Alice, que deve ter lá pros seus 22 anos e sempre esteve em um relacionamento, seja enquanto morava com os pais ou durante seus quatro anos de namoro com Josh durante a faculdade. Daí que surge a história do filme.
Ela rompe com o namorado pra se "reconhecer de volta". Ideia genial essa, não é mesmo?
Conheço tanta gente que tem uma necessidade tão grande de estar ligada a outra pessoa, de algo pra se completar. Acontece que ninguém está pela metade. Nós somos inteiros. Lendo isso até parece que sou contra relacionamentos. Mas não, claro que não é isso. Só acredito que na maioria das vezes nos perdemos nessa busca incessante por "alguém especial". Perdemos nossa essência, nos moldamos de uma forma errada. Estar sozinha(o) não é sinônimo de solidão.
Uma parte do filme que sempre vem à minha cabeça é quando Alice decide criar um equipamento que abre o fechecler do vestido. Ela não achava possível viver sem a necessidade de alguém que a ajudasse a abrir o vestido, mas conseguiu.  Aprender a viver por nossa conta(Isso é tão importante!!!)
Paralelamente a história de Alice, há também outras muito legais. Não vou contar tudo aqui, por isso, vejam o filme hahaha
Novamente digo que NÃO sou contra relacionamentos. Acredito que quando conhecemos uma pessoa legal a gente tem que se jogar mesmo, mas nunca esquecendo de quem a gente realmente é.
 
 



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Conto de ônibus

Hoje no meio de um engarrafamento havia uma senhora e uma criança no banco na minha frente. A moça deveria ter lá pros seus cinquenta e poucos anos. O menino, se eu tivesse que dar um chute, diria que tinha treze.
Enquanto um senhor cochilava ao meu lado, prestava atenção naquelas risadas que as pessoas da frente davam enquanto conversavam. Aquelas longas risadas.
Eu não faço ideia do grau de parentesco entre eles ou se é que tem um grau de parentesco. Entretanto, a amizade e risadas sinceras me pegaram de surpresa.
Sabe aquelas risadas que te fazem rir junto, mesmo sem saber o assunto? Assim que eu estava. Me peguei tentando segurar um sorriso.
As gargalhadas destoavam do resto do ônibus. Enquanto a maioria se distraia com o celular ou só olhando pela janela, aquelas pessoas aproveitaram a presença um do outro.
Acho que a gente deveria tentar ser assim também. Compartilhar besteiras do dia a dia, perder o fôlego de tanto rir de uma história contada por um amigo.
Isso faz tão bem. Espalhar alegria por onde for. Quando eles desceram do ônibus, pediram uma informação e ao final agradeceram.
Mas na verdade, eu é quem deveria ter agradecido. Ter dito obrigada por me fazerem rir com eles sem nem mesmo saber do que se tratava.
 Obrigada, queridos desconhecidos.
Anna C.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Deixar pra lá, uma questão do amar

Peguei o celular empenhada a escrever sobre isso que já vem matutando na minha cabeça há tempos. Perdoar (ou deixar pra lá).
Refletindo nessa nada extraordinária tarde quente de verão, fui levada a pensar aos poucos sobre as consequências do não se desculpar. Desde pequena, percebia que de maneira quase que geral, uma parcela da população comumente denominada "adulta" cometia(comete) esse grotesco erro. 
Foi aí que decidi que seria diferente. Não iria deixar que um mal entendido ou uma boba discussãozinha fizesse com que minha relação com as pessoas ficasse afetada.
Quando digo uma "boba discussãozinha" me refiro a essas coisas que acontecem com a gente que, após nós darmos conta do que realmente aconteceu, a gente se pergunta: "por que eu fiz isso??".
É aí que entra a tal da desculpa. E a gente deve fazer tipo filme mesmo: sair correndo atrás da pessoa, se ela estiver longe, é claro, e tentar entender o que aconteceu. Se explicar, ouvir o que ela tem a dizer também. Vocês não imaginam o poder do perdão na nossa vida. Perdoar e ser perdoado. A gente fica leve. 
Por isso, caro leitor, vou lançar um desafio bem mais legal do que tentar deixar a garrafa d'água em pé (coisa dos infernos isso é, não é mesmo?). O desafio é adotar o perdão na suas relações, eu prometo que coisas boas acontecerão.
Uma doce noite,
Anna C.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Sobre tentar

Depois de anos só pensando em fazer uma coisa que eu tenho vontade, finalmente agi.
Fiz uma aula de ballet. Desde os 15 anos eu pensava em como queria voltar para o ballet. Por um outro lado, minha família, brincando, falava que eu já estava "muito velha" pra fazer dança. Eu fiquei com medo de tentar, de me jogar. Ficava imaginando o que as pessoas iam pensar de mim. Foi aí que eu liguei pra Academia e disse "quando eu posso fazer uma aula experimental?"  e a moça disse "ah, tem um horário especial de férias". Corri pra lá na mesma semana. No caso hoje.
Se eu tivesse que dar um conselho nesse post eu absolutamente diria: faça as coisas por você, nunca é tarde demais para tentar. Não se importe com o que os outros vão pensar ou falar. Sempre se pergunte "isso é realmente importante?", quero dizer, o que as pessoas vão achar de você realmente interfere em alguma coisa? Te faz uma pessoa melhor? Não e não.
Depois que eu aprendi isso(e não faz muito tempo) minha vida mudou absurdamente.
Esse papo todo de tentar novas coisas e seguir os seus ideais me fez lembrar uma senhora muito amável no curso de francês.
Ela tem 79 agora e estava na minha turma no início do ano. Ela faz aula de piano, violino, flauta, francês e pilates. É uma inspiração. Não deixa nada pra depois nem mesmo pensa que é tempo perdido. Nunca é tarde demais para se testar. Por isso, como meta para esse ano que acabou de florescer, permita-se ser. Permita-se tentar.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Blablabla de quinta

Olha olha esse pimentão. Olhando essa foto pensei em tantas coisas que só Deus sabe. Vou só falar em sequência sem nenhuma lógica. Primeiro pensei em como a gente tende a não admirar as pequenas belezas desse mundo. Olha só um pimentão sem veneno no quintal de casa que nasceu só de serem jogadas algumas sementes.
Faça as coisas por você. Eu digo não no sentido de ser egoísta, mas sim de se importar só com o que VOCÊ vai pensar.
Ame. Ame. Ame. Ame alguém. Espalhe gentileza por onde for. Onde não houver amor, ame. Já dizia alguém que eu não sei o nome.
Faça aquilo que vc tá adiando até entrar na faculdade ou conseguir um trabalho. Dê um jeitinho. Um instrumento que sempre quis aprender. Algo que sempre quis falar. Sem medo.  Qual o problema de iniciar o projeto pra melhorar a saúde nessa quinta? Pra que esperar o ano que vem.  Não adie. Não deixe que sua autoestima dependa de quantas curtidas uma foto tem.  Viaje. Não crie roteiros, só vá. Mergulhe no mar. Olha pro céu. Levanta essa bunda do sofá e vai conversar. Puxa assunto com aquele seu amigo do fundamental. Abrace abrace abrace. Abraça forte. A vida é um sopro, ela passa assim(rapidinho).
Se expresse. Sonhe. Ria. Chore. Brigue pra depois conciliar.
Vamos fazer os tempos não serem difíceis para os sonhadores.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Pra lá

Ei, moça
Escute aqui
Não vá inventar de se apaixonar por aquariano algum
ainda mais se sua venus for em Libra
Vá procurar um livro pra ler, um quarto pra decorar, mas de forma alguma tente imaginar
Nada de dramatizar
Seja no chuveiro
Ou no metrô
Se a chuva escorrer pela janela, deixa ela lá
Escorregando